a a a
>> voltar
 
 

O LIVRO IMAGENS, RECEITAS E LADAINHAS DA FOLIA DE REIS DE AIURUOCA (LETTERA.DOC / ILLUMINA) SERÁ LANÇADO NO PRÓXIMO DIA 5 DE JUNHO NA LIVRARIA DA VILA, SP-SP, LOJA FRADIQUE – TÉRREO - A PARTIR DAS 18H30

O LIVRO IMAGENS, RECEITAS E LADAINHAS DA FOLIA DE REIS DE AIURUOCA (LETTERA.DOC / ILLUMINA) SERÁ LANÇADO NO PRÓXIMO DIA 5 DE JUNHO NA LIVRARIA DA VILA, SP-SP, LOJA FRADIQUE – TÉRREO, A PARTIR DAS 18H30

Em Aiuruoca, MG, como em tantas outras localidades do Brasil, as Companhias de Reis perpetuam uma antiga tradição trazida pelos colonizadores portugueses: a Folia de Reis, ritual do catolicismo popular que rememora a visita dos Três Reis Magos a Jesus. Todos os anos, de 25 de dezembro a 3 de janeiro, esses grupos de cantadores e instrumentistas percorrem sítios, fazendas e casas entoando versos relativos à visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. São guiados pela Bandeira de Santos Reis, imagem sagrada através da qual abençoam os devotos, suas moradias, negócios e animais e, sempre cantando no ritmo de ladainhas, pedem ofertas convidando a todos para a Festa de Reis. A este ritual dão o nome de giro. No dia 6 de janeiro as comunidades realizam grandes festas. É Dia de Reis, data em que as bandeiras serão guardadas para só saírem novamente no ano seguinte.

O livro Imagens, Receitas e Ladainhas da Folia de Reis de Aiuruoca conduz o leitor, por meio de textos, fotos e partituras a uma viagem ao Vale da Pedra, reconstruindo um patrimônio cultural, dando sentido atual a um passado tradicional que perdura há 120 anos. A Folia de Reis do Vale da Pedra é organizada há mais de um século pela comunidade dos bairros Pedra do Papagaio e Matutu, da cidade de Aiuruoca. Sua Companhia de Reis é composta por mestre e contramestre responsáveis pela cantoria, instrumentistas e cantores, que tocam violão, viola, sanfona, cavaquinho, pandeiro, caixa e fazem um acorde em quatro vozes chamado grito. Na frente do grupo segue o alferes, levando a bandeira. No dia da festa o grupo foi acompanhado por três homens dançando, vestidos com máscaras e roupas coloridas, os mascarados.

Essa festa preparada coletivamente se efetiva no “giro”, que ocorre do dia de Natal às vésperas do Dia de Reis, momento ritual de circulação de dons. Diferentes famílias são visitadas e saudadas pela Companhia de Reis do Vale da Pedra que pede licença para abençoar a residência e os moradores. Pedem ofertas e despedem-se convidando para a Festa de Reis, o coroamento da tradição. Além desse ritual básico, outros menores ocorrem. Quando recebem café ou refeição, eles cantam em agradecimento. Cantam também para quem faz o presépio. Os alferes, membros da Companhia, cedem o lugar, temporariamente, para os devotos que fizeram promessa de carregar a bandeira.

O livro traz a tradição, sua importância local, seu contexto histórico a partir das vozes daqueles que a tornam presente e atual. Eles contam, mostram e cantam suas origens e suas práticas. A agricultura de subsistência, a tradição solidária dos mutirões, os saberes de cura por meio de ervas, rezas e simpatias. Os fazeres: cestos, tear, gamela. Os ritmos, os coloridos, os adereços. Suas crenças e devoções.

Nesse sentido, a obra é também uma legítima ação de apoio à conservação do patrimônio imaterial de uma tradição que não tem lugar no modelo urbano, industrial e individualista. É uma via para o conhecimento da cultura tradicional da circulação dos dons, elo de construção da solidariedade da comunidade. Nela todos os que partilham são distintos e iguais, ligados por dons materiais, as comidas, as bebidas, a música, os enfeites e o dinheiro; e dons espirituais, a devoção e as crenças em poderes transcendentes. Não há exclusão ou separação entre o espiritual e o material.

Fontes

Contribuíram para o conteúdo do livro as entrevistas realizadas com moradores locais, e também o livro Aiuruoca, Matutu e Pedra do Papagaio, de José Pedro de Oliveira Costa; os artigos de Ivan Vilela, Música no espaço rural brasileiro e Vem Viola, vem cantando; o artigo de Vera Irene Jurkevics, Festas Religiosas, a Materialidade da fé; o artigo Folias e Festas de Reis: o mundo ritualístico dos cantadores da fé, de Vanda Cunha Albieri Nery; as dissertações de mestrado Os Reis da Canastra, os sentidos das devoções nas folias de Ana Paula Horta e Na jornada dos Santos Reis: uma etnografia da Folia de Reis do mestre Tachico, de Wagner Neves Diniz Chaves e o trabalho de conclusão de graduação em música de Bruno Menegatti, A banda de pífanos de Bedengó: transmissão de uma tradição oral.

Ficha Técnica:

Livro – Folia de Reis - Imagens, Receitas e Ladainha (Aiuruoca – MG).
Autor – Ana Lucia e Márcia Zoet.
Editora – Lettera.doc / Illumina.
ISBN – 978-85-65591-003
Páginas – 120
Capa – Brochura
Formato – 28 x 23 cm.
Valor: R$ 40,00

Editor: José Augusto Altran (Lettera.doc) Coordenação geral e Produção Executiva: Illumina Imagens e Memória Fotografia: Márcia Zoet Pesquisa e redação “Imagens e Memória”: Ana Lucia Queiroz Direção de arte: Fernando Dias Pesquisa, redação e transcrição musical “Ladainhas”: Pedro Bruschi Apoio: Mariana Pilatos Corado Redação final: Ruth Barros Revisão Luciana Cassas Assistente de fotografia: Luis Felipe da Silva Suporte administrativo – Editora Lettera Juliana Mércia Aragão Pinheiro e Bruna Thalita Farias da Silva. As quadrinhas que acompanham as histórias de vida foram coletadas ou criadas por Odilon Carvalho da Silva.


Sobre a LETTERA.DOC

A EDITORA LETTERA.DOC atua no mercado editorial há 12 anos e caracteriza-se pela excelência de sua produção, especialmente de livros. Especializou-se em atividades de pesquisa histórica documental e de história oral. Referência no planejamento, execução e viabilização de trabalhos de pesquisa histórica que resultam em produtos editoriais de qualidade - nos aspectos de imagem, texto e acabamento, sobretudo das publicações impressas –, a EDITORA LETTERA.DOC está preparada para atender o amplo e diversificado mercado editorial - incluindo empresas, instituições, pessoas físicas, fornecedores da cadeia produtiva de livros e consumidores de produtos editoriais.

No catálogo de obras de sucesso da EDITORA LETTERA.DOC, podem ser destacadas, entre outras, as seguintes: “Castro Alves e seu Tempo” de Euclides da Cunha (2009), “Escravidão Nunca Mais” (2009), “0 Advogado dos Escravos – Luiz Gama” (2010), ambos de Nelson Câmara, “Fé na Luta”, de Maria Victoria Benevides (2009), “Advocacia – a trajetória da Associação dos Advogados de São Paulo” (2006); “Estado de Direito Já! – os trinta anos da Carta aos Brasileiros” (2007); “Doutor Machado – o direito na vida e na obra de Machado de Assis” (2008); “Vanguarda Pedagógica” (2008); “Atualidade de San Tiago Dantas” (2005, 2ª edição) e “Capítulos da Magistratura – Associação Paulista de Magistrados” (2009); Clóvis Beviláqua - um senhor brasileiro (2010).

Nas histórias de pessoas físicas e jurídicas - como biografias, trajetórias institucionais e empresariais, nas sagas familiares ou no resgate de fatos históricos, a EDITORA LETTERA.DOC posiciona-se de forma criteriosa e rigorosa com relação aos seus processos de trabalho - desde a apuração e acuidade das informações até a produção de textos e qualidade gráfica dos produtos editoriais. A sede da Lettera.doc ocupa um amplo escritório no centro de São Paulo (Edifício Eduardo Loureiro – rua 7 de Abril, nº235, conj. 305), em um prédio histórico com 80 anos de existência, o último projeto do renomado arquiteto Ramos de Azevedo – responsável por diversas obras presentes na paisagem urbana de São Paulo, como o Teatro Municipal e o Shopping Light. WWW.LETTERADOC.COM.BR
* A editora Lettera.doc foi fundada pelo editor, historiador e jornalista, o advogado CÁSSIO SCHUBSKY, falecido em fevereiro de 2011. SCHUBSKY é autor, entre outras obras, de "Advocacia Pública - Apontamentos sobre a História da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo" (Imprensa Oficial e Centro de Estudos da PGE/SP, 2008) e “Clóvis Beviláqua - um senhor brasileiro” foi editor-chefe das revistas “Transporte Moderno”, “Technibus” e “Fera” (Anglo Vestibulares), e diretor editorial de “Logística em Revista” (órgão de divulgação da Associação Brasileira de Logística); foi colaborador de jornais e revistas de grande circulação, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Época.


Informações à Imprensa

Lítera – Construindo Diálogos / www.litera.com.br
Unidade Relacionamento com Imprensa
Maria Luiza Paiva: luiza@litera.com.br;
Telefone: 55 11 3673 7270
junho/2012