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EDIÇÕES SESC SP LANÇAM CATÁLOGO DA BIENAL NAÏFS 2008 COM SELEÇÃO DAS MELHORES OBRAS PRODUZIDAS NO BRASIL

Publicação reúne 107 trabalhos selecionados para a exposição Bienal Naïfs do Brasil 2008, além de uma seção especial com obras de artistas convidados, e será lançada durante abertura do evento, de mesmo nome, no dia 5 de setembro,
no Sesc Piracicaba.

As Edições SESC SP - publicações que abrangem as áreas de cultura, artes, esportes, ciências sociais, educação e filosofia -, lançam a 9ª edição do Catálogo Bienal Naïfs 2008, no dia 5 de setembro, durante abertura oficial da Bienal Naïfs do Brasil, exposição realizada pelo SESC São Paulo, na unidade de Piracicaba, até 14 de dezembro. A publicação reúne as 107 obras selecionadas para a 9ª Bienal Naïfs do Brasil, pelos jurados Ângela Mascelani (antropóloga), Romildo Sant’Anna (escritor e jornalista) e Percival Tirapeli (artista plástico e acadêmico) em junho deste ano. Foram 904 obras inscritas por 452 artistas de 21 estados brasileiros, reafirmando, assim, o prestígio do evento que acontece há mais de 20 anos. O catálogo conta ainda com uma seleção especial de esculturas, pinturas e fotografias dos artistas consagrados Alcides, Chico da Silva, Chico Tabibuia, Eli Heil, Louco, Nuca de Tracunhaém, Ranchinho e Roseno.

Privilegiando a participação de artistas plásticos produtores de obras enquadradas na categoria de arte ingênua, espontânea, instintiva, naïf ou naive - que em sua maioria as concebem de maneira autodidata -, a Bienal Naïfs originou-se das mostras anuais realizadas pelo SESC SP - Piracicaba no período de 1986 a 1991, sempre com o propósito primordial de valorizar e divulgar essa vertente artística fortemente marcada por elementos que caracterizam a cultura popular brasileira. É um espaço que o SESC oferece exclusivamente aos artistas, que quase não têm oportunidades de mostrar o seu trabalho fora de sua cidade e para um público mais numeroso.

“Não é à toa que museus de todo mundo exibem hoje elogiadas obras desses inspirados artistas”, observa o presidente do Conselho Regional do SESC São Paulo, Abram Szajman. Desenvolvida pelo SESC São Paulo, a Bienal Naïfs do Brasil valoriza a expressão artística popular, incentivando a participação social crítica e a partilha de saberes. Hoje reconhecida internacionalmente, a arte naïf brasileira expõe múltiplos talentos e a riqueza de nossa cultura miscigenada. Ao promover o evento, o SESC estimula mais uma vez a livre manifestação do espírito criativo e a democratização do conhecimento. “A instituição reforça seu compromisso universalizado com a difusão dos valores, tornando possíveis as relações humanas solidárias e colaborativas”, reforça Szajman.

“É expressão pura dos artistas do povo brasileiro que se manifestam com total liberdade e que assim são acolhidos por esta instituição, o SESC, presente em todo o país, tendo Piracicaba seu local irradiador – condizente, aliás, com sua cultura em todas as expressões no cenário nacional”, afirma o artista plástico Percival Tirapeli, também escritor e professor titular de História da Arte Brasileira da UNESP. O jurado da edição 2008 lembra ainda que os parâmetros para o envio das obras foi o mais abrangente possível desde que se caracterizassem pela estética naïf, estipulada no regulamento como: criação primitiva, ingênua, espontânea, popular, inserida na cultura visual do povo e de suas representações. “Neste ano, a missão do júri, nada fácil, foi a de selecionar 107 obras, número determinado como limite espacial tanto para o local de exposição quanto para a reprodução das mesmas no Catálogo, incluindo os premiados para aquisição, incentivo e menções.” Diante deste panorama tão aberto, foi com toda liberdade que o júri selecionou as obras e norteou a montagem do salão em núcleos, que podem ser reconstituídos pelo leitor neste catálogo Bienal Naïfs do Brasil 2008.

A premiação

Além dos selecionados, o júri outorgou os prêmios Destaque-Aquisição - no valor de R$ 5.000,00 para cada obra, aos artistas Dalton Oliveira de Paula (GO), com a obra “2º Gemelar”, e Rogério Soares de Sena, com a obra “Sem Título”. Os artistas Claudimar Gonzaga Pereira, com a obra “Festa do Divino de Pirenópolis”; Eli Bacelar da Silva, com “Danças Flora Fauna”; Gersion de Castro Silva, “O Fim de Semana Chegou”; Marcelo Schimaneski, “Cidade Agitada” e Marilene Gomes da Silva, “Encontro de Maracatu Rural – Olinda / Pernambuco” foram contemplados com os Prêmios Incentivo.

Os prêmios Menções Especiais foram concedidos aos artistas Aloisio Dias da Silva, com a obra “A Dengue no Rio de Janeiro I”; Carmézia Emiliano, “Espremendo Caju”; Daniel Firmino da Silva, “Futebol na Vila Azul”; Dalila Ferreira Farnese, “Mata Atlântica”; Deusdete Antonio de Miranda, com a obra “Culpado II”; Iwao Nakajima, com “Festa do Divino”; José Luiz Soares, “Viva!! O Milagroso São Sebastião” e Maria Lucia Beraldo, com a obra “Procissão III”.

Além dos 107 trabalhos selecionados será realizada uma sala especial que este ano está a cargo do curador e crítico de arte Olívio Tavares de Araújo com a finalidade de eleger também trabalhos de autores significativos e consagrados, com variações nas linguagens (madeira, barro, fotografia etc.). Para o diretor Regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda, com o tempo, a Bienal Naïfs do Brasil suscitou muitas discussões sobre a arte inserida num todo – clássica, erudita, popular (com distinções desta última feita para o povo ou pelo povo), naïf, primitiva, ingênua, espontânea, incomum etc. “Um processo saudável que se expande aos âmbitos de toda sociedade, dos meios acadêmicos formais aos mais informais, nas zonas rurais, urbanas, na esquizofrenia, na loucura, na sanidade, no purismo, no sectarismo, no que agrega, na antropofagia, no mato e no concreto.

“Como exposições de esplêndidas pinturas e representações plásticas, refletem o SESC em seu extraordinário pendor à pluralidade, ao entrelaçamento de classes e sistemas – do refinamento erudito à estimada e energética criação do povo. Artistas genuínos, emotivos e engenhosos, especiais a seu modo. Artistas. Artista naïf, antes de tudo, claro, tem que ser artista e naïf. Desprovido dos saberes consagrados, ainda assim, é um artista. Desindexado das tendências hegemônicas da arte, mesmo assim, um artista”, destaca o jurado Romildo Sant’Anna, mestre e doutor pela USP e livre-docente pela UNESP, é crítico de arte, jornalista e escritor.

A jurada Angela Mascelani, antropóloga, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é diretora do Museu Casa do Pontal, “Se entendermos a arte naif como um certo estilo de pintura, deparamos com outras questões, entre elas, a excessiva repetição de fórmulas e formas. Nesse caso, as imagens produzidas teriam preservado sua capacidade de surpreender? Algumas obras apresentadas nesta bienal nos indicam que esta não é a melhor pergunta a ser feita. Assim como na escrita, utilizamos um repertório fixo de símbolos; também nesse caso, há obras que utilizam recursos exaustivamente utilizados e, mesmo assim, criam o novo. E podem criar o raro. Talvez, a partir daí, possamos vislumbrar respostas para a pergunta que dá título a esses apontamentos: Por que arte naïf, hoje?”



Sobre Edições SESC SP
As publicações das Edições SESC SP são pensadas e construídas em um longo processo de maturação e discussão com as ações do SESC São Paulo, justamente por estarem envolvidas em projetos de largo alcance. Destacam-se aí as parcerias com outras instituições, tais como o governo, editoras e ONGs, ampliando os laços entre suas ações e a comunidade. Muitos desses trabalhos articulam-se em diversas mídias, para atender aos anseios de um público interessado em informações plurais que podem vir de diferentes recursos multimídia, integrando texto, áudio e vídeo. Seu projeto gráfico, muitas vezes arrojado e experimental, constitui-se também em um campo para a criação. Com o intuito de expandir seu campo de atuação, atendendo a um público cada vez maior, o SESC SP programou o lançamento de cerca de 20 novos títulos para o ano de 2008, complementando o catálogo construído nos últimos anos e firmando-se cada vez mais como uma importante referência em publicações culturais no país. Vendas também pelo portal www.sescsp.org.br/loja

Sobre a Bienal Naïfs

A Bienal Naïfs do Brasil tornou-se uma tradição e existe há mais de 20 anos. Trata-se de um evento que pretende privilegiar a participação de artistas plásticos produtores de obras enquadradas na categoria de arte ingênua, espontânea, instintiva, naïf ou naive, que em sua maioria as concebem de maneira autodidata. A Bienal Naïfs originou-se das mostras anuais realizadas pelo SESC Piracicaba no período de 1986 a 1991, sempre com o propósito primordial de valorizar e divulgar essa vertente artística fortemente marcada por elementos que caracterizam a cultura popular brasileira. É um espaço que o SESC oferece exclusivamente aos artistas, que quase não têm oportunidades de mostrar o seu trabalho fora de sua cidade e para um público mais numeroso.

A longa persistência nesse trabalho fez do SESC um ponto importante de referência para todos aqueles que possuem algum vínculo com esse estilo de arte, desde os próprios artistas até pesquisadores, estudiosos, colecionadores, galeristas, museus e outras instituições culturais, além do fato de ter possibilitado a constituição de um razoável acervo de obras naïfs para a instituição. Vale destacar que a realização da Bienal Naïfs do Brasil provocou a inclusão do verbete naïf no Novo Dicionário Aurélio Século XXI e citação do SESC e do catálogo do evento na bibliografia e no Dicionário SESC – A Linguagem da Cultura.

A Bienal Naïfs constitui-se em um projeto de grande amplitude e importância para a instituição no cumprimento de seus objetivos em dar visibilidade à criação plástica dos artistas naïfs ou ingênuos, no sentido de divulgar e valorizar o trabalho que desenvolvem; em difundir conhecimentos sobre essa vertente artística, por meio de um trabalho educacional que possa contribuir para a democratização cultural e a formação de público; e em mapear a produção dos artistas naïfs na maioria dos Estados brasileiros, que poderá ocasionar a descoberta de novos valores e proporcionar um espaço para manifestações culturais de outras linguagens que cultuam a espontaneidade.

A cada Bienal, um curador é convidado para promover uma diferente leitura e recorte sobre o tema. Neste ano, o profissional escolhido para realizar a curadoria da sala especial é o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo.

Realização: SESC São Paulo
Organização: SESC Piracicaba
Informações: www.sescsp.org.br ou pelo 0800 7700445
A Bienal Naïfs do Brasil acontece de 05 de setembro a 14 de dezembro de 2008.

Informações para imprensa

Edições SESC SP
Lítera – Construindo Diálogos / www.litera.com.br
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Maria Luiza Paiva: luiza@litera.com.br
Atendimento: Malu Castelo Branco / malu@litera.com.br
Telefone: 55 11 3673 7270

Bienal Naïfs do Brasil 2008
Solange Viana
solange.viana@uol.com.br
(11) 4777 0234

Agosto/2008