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O IMPACTO DO ‘NEGÓCIO DA ESCRAVIDÃO’ NA VIDA PRIVADA DO BRASIL POUCO ANTES DA ABOLIÇÃO É O FOCO DO ROMANCE HISTÓRICO “A CAMÉLIA BRANCA”, VOLUME QUE COMPLETA A TRILOGIA DO AUTOR NELSON CÂMARA

O IMPACTO DO ‘NEGÓCIO DA ESCRAVIDÃO’ NA VIDA PRIVADA DO BRASIL POUCO ANTES DA ABOLIÇÃO É O FOCO DO ROMANCE HISTÓRICO “A CAMÉLIA BRANCA”, VOLUME QUE COMPLETA A TRILOGIA DO AUTOR NELSON CÂMARA

Estreia do advogado Nelson Câmara no gênero romance histórico, “A Camélia Branca” (editora Lettera.doc), destaca a trajetória de Antonio Bento – sucessor do abolicionista Luiz Gama na luta pela liberação dos escravos. O terceiro volume da trilogia do autor terá lançamento no dia 20 de setembro, terça-feira, a partir das 19 horas, na Saraiva Megastore Shopping Pátio Paulista, em São Paulo



“E num tempo perdido fui uma camélia branca na

lapela de um negro”.

Clarice Lispector



“A escravidão foi um negócio que nos envergonhou, ainda que ela exista hoje em relação a trabalhadores brancos, negros, amarelos e outros. Também não há muita ficção em torno do assunto, mais ensaios e documentários. Sempre pensei: Cadê nossos romancistas mergulhando nessa mancha? Histórias que possam ser transformadas em filmes ou novelas de televisão (...)”

Ignácio de Loyola Brandão (na contracapa, A Camélia Branca)



“A Camélia Branca” é terceiro livro do escritor Nelson Câmara publicado pela editora Lettera.doc. O romance histórico completa a trilogia que tem como foco o absurdo e abjeto instituto da escravidão e as formas como os negros, com histórica colaboração de brancos abolicionistas, perseguiam, obstinadamente, as nove letras – liberdade -, assentadas em séculos de sangue, torturas e mortes.



Ambientado seis anos antes da abolição (1882), mesmo ano da morte de Luiz Gama - jornalista, poeta, advogado e ex-escravo que libertou mais de 1000 negros cativos pela via judicial e é considerado o precursor do abolicionismo – o livro “A Camélia Branca”, narra, por meio do gênero romance histórico, a vida, luta e empenho de Antonio Bento e seu grupo de ação libertária, que ficou conhecido como os “caifazes”. Curiosidade: o significado real do nome “caifazes” nunca ficou devidamente desvendado, o que, dada a luta empreendida, é irrelevante.



Juiz em Atibaia, Antonio Bento foi demitido injustamente pelo presidente da Província por denúncias de poderosos senhores de escravos que o acusavam de nomear avaliadores favoráveis a dar preço baixo para as "peças" e assim facilitar o depósito para a alforria do negro. Quando isso aconteceu, ele era Juiz Municipal na cidade de Atibaia. A partir deste fato, ao abandonar a magistratura, passa a se dedicar a ações “ilegais” de libertação dos escravos. Ele e seu grupo estudavam as fazendas nas quais a violência contra escravos era mais gritante e, armados, dispostos a tudo, entravam nas propriedades, estouravam os cadeados das senzalas e libertavam pequenos grupos de negros.



Perseguidos pelos capatazes, refugiavam-se na floresta, certos de que da parte dos fazendeiros a ação seria intensamente repelida. Mas, entretanto, havia certa aura que cercava os “caifazes”, de grupo organizado, coeso e preparado, capaz de enfrentar em igualdade de condições a crueldade dos capatazes. Com isso, conseguiam se livrar de perseguições e traziam para a cidade de São Paulo os escravos libertos. Com a colaboração de brancos abolicionistas, eram encaminhados principalmente a dois quilombos: o Quilombo do Jabaquara, na cidade de Santos, e o Quilombo do Leblon, no Rio de Janeiro.



Para contar essa história, Nelson Câmara acompanha a vida de três casais: dois negros, separados pelas circunstâncias, desejam imensamente se reencontrar, um casal judeu e inglês, e um terceiro, composto por um estudante da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e uma jovem professora de francês, que mora em Santos.



Onde encontrar o significado da “camélia branca” que dá título ao livro? No Quilombo do Leblon ela era cultivada em boa quantidade, iniciativa de um português, Seixas, proprietário das terras e abolicionista, apaixonado pela flor. Por sua beleza e delicadeza, a camélia branca passou a ser usada na lapela de quem se incluía do lado dos abolicionistas. Poderia dizer-se que “A Camélia Branca” encerra um ciclo, mas de Nelson Câmara se pode (e se deve) esperar outros livros. Há vidas, como a de Antonio Bento, que precisam ser mais bem estudadas, e “apresentadas” a um número maior de pessoas, como Silva Jardim, Raul Pompeia, Bernardino de Campos e tantos outros, que contribuíram significativamente para a libertação de milhares de homens e mulheres.



“Nelson Camara em seus dois últimos livros foi atrás de duas figuras exponenciais, Luiz Gama e Antonio Bento de Souza e Castro. Este A Camélia Branca é um desses romances que lemos perdendo o fôlego. Tais coisas se passaram no Brasil. Tais homens existiram no Brasil. Está aqui um livro que você vai apanhar e vai te fazer mal, vai te fazer bem, porque gente como Gama e Souza e Castro nos redimem”, comenta Ignácio de Loyola Brandão



“Dedico, finalmente, este romance histórico a meu amigo Cássio Orbez Schubsky, fundador da editoraLettera.doc editor, historiador, jornalista e advogado CÁSSIO SCHUBSKY, falecido em fevereiro de 2011. Ainda em pleno verão da vida, foi subitamente levado aos páramos mais altos do universo. Devo a ele minha carreira de escritor que compartilho com a advocacia obreira, meus dois ideais de labor. Sua ausência abre lacuna imensa no campo do editorial idealista e competente. Foi Cássio quem me estimulou a escrever este romance histórico, e o laurel, se houver, na repercussão da obra, com certeza será todo dele! (Nelson Câmara)

SERVIÇO



LANÇAMENTO: A CAMÉLIA BRANCA

DATA: 20 de setembro de 2011, terça-feira

HORÁRIO: a partir das 19h00

LOCAL: Saraiva Megastore Shopping Pátio Paulista

ENDEREÇO: Rua Treze de Maio, 1.947 – Paraíso – 2º piso

(próximo ao metrô Paraíso) – São Paulo – SP – Fone: (11) 3171.3050



FICHA TÉCNICA



TÍTULO: A CAMÉLIA BRANCA

AUTOR: NELSON CÂMARA

EDITORA: LETTERA.DOC

Número de paginas – 432

Preço – R$39,00

Distribuição: principais livrarias do País



OBRAS ANTERIORES DE NELSON CÂMARA



No primeiro livro, “Escravidão nunca mais!”, Nelson Câmara traça amplo painel do início da escravidão, detalhando o sofrimento dos escravos e proclamando que todas e quaisquer formas de aprisionamento, inclusive as atuais, que se prendem à miséria social e financeira, devem ser permanentemente combatidas.



No segundo livro, “O advogado dos escravos”, está, documentada, a “gloriosa vida” de um dos ícones do movimento de libertação dos escravos, o rábula Luiz Gama. Nascido livre, vendido por seu pai como escravo, Luiz Gama sintetiza, literalmente na própria carne, a dor da humilhação, do padecimento e do abandono. Desse que parecia seu traçado destino, encontrou forças para sobreviver, erguer-se e, autodidata de estirpe incomparável, tornar-se um ferrenho defensor da liberdade. De sua pena saiu a liberdade de cerca de 1000 escravos, o que, sem dúvida, é um número mais do que expressivo, se se levar em conta que estamos falando das décadas de 1860 e 1870, quando nada ainda parecia ter forças para minar a sociedade escravocrata.



SOBRE O AUTOR



Nelson Câmara formado pela Universidade Mackenzie onde cursou Direito e posteriormente Macroeconomia na Faculdade de Economia da mesma Universidade. Alguns anos após cursou pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP) tendo como professor-orientador o renomado Catedrático Prof. Cesarino Junior. Lecionou Direito do Trabalho e Previdência Social em curso de especialização para os novos advogados nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU); atuou como Examinador de Exame de Ordem (OAB/SP) por cerca de 10 anos; foi escolhido em lista sextupla pela OAB/SP e após concorrida sabatina pública para o cargo de Juiz do Tribunal do Trabalho de São Paulo pelo quinto constitucional; atuou como advogado ou chefe do jurídico em dezenas de Sindicatos de São Paulo como o dos Ferroviários, Eletricitários, Rodoviários e outros. É procurador aposentado da Câmara Municipal de São Paulo. Teve também atuação como jornalista e radialista, ocupando cargos públicos de relevância como Diretor Administrativo do ex-SAMDU (extinta autarquia médica federal) e Prefeito da Sub-Prefeitura de Vila Mariana e Jabaquara.

Sobre a LETTERA.DOC



A EDITORA LETTERA.DOC atua no mercado editorial há 12 anos e caracteriza-se pela excelência de sua produção, especialmente de livros. Especializou-se em atividades de pesquisa histórica documental e de história oral. Referência no planejamento, execução e viabilização de trabalhos de pesquisa histórica que resultam em produtos editoriais de qualidade - nos aspectos de imagem, texto e acabamento, sobretudo das publicações impressas –, a EDITORA LETTERA.DOC está preparada para atender o amplo e diversificado mercado editorial - incluindo empresas, instituições, pessoas físicas, fornecedores da cadeia produtiva de livros e consumidores de produtos editoriais.



No catálogo de obras de sucesso da EDITORA LETTERA.DOC, podem ser destacadas, entre outras, as seguintes: “Castro Alves e seu Tempo” de Euclides da Cunha (2009), “Escravidão Nunca Mais” (2009), “0 Advogado dos Escravos – Luiz Gama” (2010), ambos de Nelson Câmara, “Fé na Luta”, de Maria Victoria Benevides (2009), “Advocacia – a trajetória da Associação dos Advogados de São Paulo” (2006); “Estado de Direito Já! – os trinta anos da Carta aos Brasileiros” (2007); “Doutor Machado – o direito na vida e na obra de Machado de Assis” (2008); “Vanguarda Pedagógica” (2008); “Atualidade de San Tiago Dantas” (2005, 2ª edição) e “Capítulos da Magistratura – Associação Paulista de Magistrados” (2009); Clóvis Beviláqua - um senhor brasileiro (2010).



Nas histórias de pessoas físicas e jurídicas - como biografias, trajetórias institucionais e empresariais, nas sagas familiares ou no resgate de fatos históricos, a EDITORA LETTERA.DOC posiciona-se de forma criteriosa e rigorosa com relação aos seus processos de trabalho - desde a apuração e acuidade das informações até a produção de textos e qualidade gráfica dos produtos editoriais. A sede da Lettera.doc ocupa um amplo escritório no centro de São Paulo (Edifício Eduardo Loureiro – rua 7 de Abril, nº235, conj. 305), em um prédio histórico com 80 anos de existência, o último projeto do renomado arquiteto Ramos de Azevedo – responsável por diversas obras presentes na paisagem urbana de São Paulo, como o Teatro Municipal e o Shopping Light. WWW.LETTERADOC.COM.BR

* A editora Lettera.doc foi fundada pelo editor, historiador e jornalista, o advogado CÁSSIO SCHUBSKY, falecido em fevereiro de 2011. SCHUBSKY é autor, entre outras obras, de "Advocacia Pública - Apontamentos sobre a História da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo" (Imprensa Oficial e Centro de Estudos da PGE/SP, 2008) e “Clóvis Beviláqua - um senhor brasileiro” foi editor-chefe das revistas “Transporte Moderno”, “Technibus” e “Fera” (Anglo Vestibulares), e diretor editorial de “Logística em Revista” (órgão de divulgação da Associação Brasileira de Logística); foi colaborador de jornais e revistas de grande circulação, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Época.







Informações à Imprensa




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Telefone: 55 11 3673 7270

setembro/2011

















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