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'NOVOS BAIANOS' SÃO HOMENAGEADOS PELOS FILHOS, QUE LANÇAM CD AUTORAL

'NOVOS BAIANOS' SÃO HOMENAGEADOS PELOS FILHOS, QUE LANÇAM CD AUTORAL


Baby do Brasil, Luís Galvão e Luiz Melodia participam da turnê de lançamento




Na década de 70, surgia no cenário musical o grupo Os Novos Baianos, que entrou para a história da música popular brasileira e até mesmo do rock nacional da época. O grupo lançou vários trabalhos antológicos para MPB, influenciados pela contracultura e emergente Tropicália. Mais de quarenta anos depois, surge o QUEBRA-CABEÇA, conjunto musical formado por filhos de integrantes e amigos dos Novos Baianos, lançando o CD autoral Tudo Pode - que terá faixa com a música Colégio de Aplicação dos Novos Baianos. A arte gráfica da capa do CD foi feita pelo renomado artista plástico, Antonio Peticov. A obra propõe a união de gerações em prol da arte e da música brasileira. Baby do Brasil, Luís Galvão (letrista dos Novos Baianos) e Luiz Melodia participam da turnê de lançamento. Um pouco do trabalho do QUEBRA-CABEÇA pode ser conferido no site: http://www.myspace.com/bandaquebracabeca

Santos, no litoral paulista, será o palco do lançamento do CD, no dia 8 de outubro, às 21h. No dia seguinte (9) haverá workshop. As apresentações seguem para o Rio de Janeiro, nos dias 5 e 6 de novembro, e no dia 19 o show acontece em cidade do interior paulista ainda não definida. Nos dias 26 e 27 de novembro o grupo se apresenta em Salvador-BA. Nos dias 4 e 5 de dezembro, a turnê encerra no Parque do


Ibirapuera, em São Paulo. Por onde a turnê passar haverá workshop “Introdução À Música – Novíssimos Baianos / Teoria e Percepção Auditiva” (informações abaixo).

Tudo Pode faz parte do projeto “Aos Nossos Pais”, apoiado pelo Ambev idealizado pelo QUEBRA-CABEÇA, que faz uma homenagem aos Novos Baianos, por meio dos filhos de Bola (Bolacha), Baixinho e enteado de Galvão. O projeto prevê a gravação de um DVD ao longo da turnê.

A idéia do Projeto Aos Nossos Pais, surgiu a partir de uma homenagem da Câmara de São Paulo a Bola Morais. Ainda em vida, Bola Morais ganhou o título de Cidadão Paulistano, no entanto, faleceu antes de recebê-lo. Como não houve cerimônia, os filhos resolveram fazer uma festa. Reuniram o JAMBRASIL, último grupo ao qual o percussionista pertenceu, auxiliado pela presença de amigos como Baby do Brasil, Bocato, Morais Moreira, Davi Moraes, Jorginho Gomes (Novos Baianos), Peu Sousa (Nove Mil Anjos / Pitty / Marcelo D2), Dinho Nascimento (Berimbau Blues), além da presença do poeta Celso de Alencar. A química entre pais e filhos foi tão intensa neste show que resolveram estender a homenagem e gravar o álbum Tudo Pode.

“A proposta é trazer novamente para o público a ideologia de uma época tão importante e transformadora para o Brasil e para o mundo, traduzida na releitura singular e visceral das já conhecidas obras dos Novos Baianos, mescladas com o gene autoral dos novíssimos baianos do grupo QUEBRA-CABEÇA, para se ter uma sinergia verdadeira entre público e artista nos dias de hoje. Ou seja, os jovens integrantes do grupo QUEBRA-CABEÇA propõem uma aproximação de décadas para romper qualquer tipo de preconceito e mostrar que o antigo pode ser sempre novo, basta estarmos abertos”, diz Luam Morais, percussionista do grupo e filho de Bola Morais.


Sobre o QUEBRA-CABEÇA

O QUEBRA-CABEÇA se formou em São Paulo, mas as raízes, conceitos e estilos provem de todos os cantos do Brasil. O grupo vem para mostrar que a cultura é atemporal e pode ser moldada de acordo com a ideologia que o artista decide trabalhar. A ideologia do grupo é baseada no gosto de fazer com gosto. “Com gosto o gosto vem”.

Alguns integrantes do grupo trabalharam nos CEUS de São Paulo e em diversas comunidades carentes das mais variadas regiões, com oficinas musicais e percussivas, dando palestras e workshops, sempre num sentido de formação e capacitação. Agora o grupo quer cair na estrada e gritar cantando para o mundo ouvir.

Integrantes do QUEBRA-CABEÇA

Gabi Rossi (voz)
Compositora e professora de canto começou a carreira de cantora quando formou a banda Tupinikings, de MPB-POP, onde gravou o CD independente Pimenta Malagueta. Deste CD, uma das músicas de sua autoria foi recentemente incluída na trilha de dois

filmes norte-americanos: Um Jantar para a Máfia, estrelado por Danny Aielo e Deixe-me Viver Michelle Pfeifer e Renné Zellweger. Também integrou o grupo musical JAMBRASIL.

Luam Morais (percussão)
Filho de Bola Morais (dos Novos Baianos) é ator, produtor, poeta, letrista e compositor, além de ser um dos percussionistas do QUEBRA-CABEÇA. Luam teve o privilégio de nascer dentro de um seleto caldeirão artístico. Adquiriu bagagem sob o tom de diversas influências nos mais variados âmbitos culturais, e, desde muito novo, trocou experiências pessoais e comerciais com grandes artistas da cultura brasileira.

Marcelo Meireles (conta-baixo)
Lecionou na ONG Meninos do Morumbi, onde teve a oportunidade de dividir o palco com artistas como: Marisa Monte, Geraldo Vieira, Odilon da Cunha Mello, Lenny Gordon, Flavio Pimenta, entre outros engajados. Trabalhou com grupos como Refla, Sem Compromisso e Art Popular. Acompanhou (violão de sete cordas) o instrumentista e compositor Osvaldinho da Cuíca e dividiu palco com o cantor e compositor Cláudio Zoli (contra-baixo).

Nonato Teixeira (percussão)
Conhecido como Nono, este é baterista profissional e percussionista, autodidata, e conta com extensa trajetória na cena musical ao longo dos últimos trinta e cinco anos. Tocou ativamente em shows ao lado dos maiores artistas da música brasileira, entre os quais: Raul Seixas, Gal Costa, Belchior, Jorge Mautner, Sá & Guarabyra, Zé Geraldo, Walter Franco, entre outros.


Peu Sousa (guitarra)
Guitarrista, compositor e produtor musical, trabalhou com diversas bandas e artistas solo, sendo a mais recente a Nove Mil Anjos. Formou em 1995, a Dois Sapos e Meio, banda que rendeu muitas histórias ao rock baiano. Após a Dois Sapos, Peu montou a Diga aí chefe! em que tocava guitarra e cantava. Tocou com grandes nomes como o padrasto Galvão, dos Novos Baianos, Luiz Melodia, Jorge Mautner, Morais Moreira, Emanuelle Araújo, Preta Gil, entre outros. Seu nome ficou conhecido no CD Adorável Chip Novo da Pitty em que criou e gravou todas as guitarras.

Rafael Dolinski (baterista)
Filho de José Roberto, Baixinho, (Baterista e Percussionista dos Novos Baianos) iniciou sua carreira musical aos 15 anos após um show dos Novos Baianos em 1997. Músico autodidata aprendeu assistindo e pesquisando a banda Queen e seu baterista Roger Taylor entre outros. Trabalha profissionalmente como baterista e percussionista freelancer desde 1999 para nomes como Moraes Moreira, Baby do Brasil, Peu Sousa, Tom Morais, Luam Morais, ULM Big Band, Wynton Marsalis, Luciano Nassyn, Alexandre Blackmore, Jorginho Gomes, Willy K e Yankee Rose.



Raulito Duarte (violão solo / guitarra)
Filho de Raul Duarte, compositor de renome e grande revolucionário da TV brasileira na década de 50 e 60. Sua vida musical é com algumas participações com grandes

músicos como Armandinho do Grupo Tuti, Nuno Mindelis, Lobão, Maria Alcina, Paulo Vanzolini, Belchior, Bocato, Luis Brasil, Walter Franco, Banda de Pífano de Caruaru, Zé Carioca do inesquecível Bando da Lua, inspirador do lendário personagem do Walt Disney.

Tom Morais (percussão/bateria)
É o filho mais velho de Bola Morais, tocou com diversos grupos musicais, de bandas de baile, duplas sertanejas, grupos de MPB a grupos de samba, reggae e forró. Em sua trajetória gravou um disco com o grupo Buchicho. Tom além de ser um percussionista completo, também é baterista. Fez dois anos na ULM, com o curso de bateria e dava aulas de percussão, chegando a ter cinquenta alunos.

WORKSHOP - Introdução À Música – Novíssimos Baianos / Teoria e Percepção Auditiva

O grupo QUEBRA-CABEÇA vai proporcionar um workshop, gratuito retratando a década de 70 e os Novos Baianos. Inicialmente serão passados ao público casos e fatos sobre este grupo importantíssimo na história musical, política e social do Brasil. Em seguida, através da audição e observação de trechos de algumas músicas gravadas pelos Novos Baianos, o público aprenderá a ouvir e perceber aspectos rítmicos, instrumentos e arranjos e a importância de cada participante do grupo, desde o compositor até o percussionista, além da importância de cada som e de cada silêncio. E ao final da parte de explanação, o público será convidado a dividir-se em grupos e executar um arranjo simples usando voz e percussão corporal para perceber na prática a importância de cada um e de cada grupo no resultado musical. Assim como nos Novos Baianos, onde cada elemento tinha importância essencial como componente de uma comunidade e de uma banda.


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Outubro/2010