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MÁQUINA PARA OS DEUSES, DE CYRO DEL NERO, ABORDA A CENOGRAFIA DESDE SUAS ORIGENS, PROJETANDO-A COMO A NOVA MÍDIA DA ATUALIDADE

MÁQUINA PARA OS DEUSES, DE CYRO DEL NERO, ABORDA A CENOGRAFIA DESDE SUAS ORIGENS, PROJETANDO-A COMO A NOVA MÍDIA DA ATUALIDADE







Em coedição das EDIÇÕES SESC SP e Editora Senac São Paulo, o livro Máquina para os Deuses: anotações de um cenógrafo e o discurso da cenografia, de Cyro Del Nero, será lançado no dia 2 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo; na ocasião, o autor fará uma apresentação comentando aspectos da obra - com destaque para a ampla pesquisa iconográfica presente na publicação

Em Máquina para os deuses: anotações de um cenógrafo e o discurso da cenografia, o autor Cyro del Nero discute as origens da arte cenográfica e sua evolução, registrando a criação e a utilização de cenários e de diversas máquinas e dispositivos mecânicos com que, ao longo do tempo, tornou-se possível desde abrir e fechar cortinas até erguer e deslocar atores e elementos do cenário, de maneira a criar uma impressão específica.

Neste aspecto, a cenografia pode ser entendida como a arte de organizar plasticamente o palco, dominando seus aspectos em todos os tipos de representação: dramática, lírica ou coreográfica. Partindo da cena, a cenografia se envolve com o edifício teatral, com a cidade e, muitas vezes, ganha interesse no espaço público. Farto em documentação iconográfica, o livro traz desenhos de projetos cenográficos do autor, de modo a exemplificar a importância da cenografia e a complexidade dos recursos existentes atualmente.

Evoluindo com o teatro ao longo de séculos, a técnica cenográfica ganhou novas aplicações com a chegada do cinema e da televisão, tornando-se indispensável também na organização de feiras e eventos. Em Máquina para os Deuses: anotações de um cenógrafo e o discurso da cenografia, Cyro Del Nero narra a história dessa arte e o início de sua relação pessoal com ela, abordando também inovações recentes e caracterizando-a como uma ‘nova mídia’ da atualidade.

Máquina para os Deuses é uma coedição das Edições SESC SP e Editora Senac São Paulo e será lançado no dia 2 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo. Na ocasião, Cyro Del Nero apresenta e comenta a obra. O Senac São Paulo e o Sesc São Paulo, instituições comprometidas com a difusão cultural por meio da promoção de espetáculos, publicação de livros e outras iniciativas ratificam, com esse lançamento, seu compromisso de oferecer informação abalizada, elemento indispensável à construção do senso crítico e, portanto, da apreciação estética que o profissional da área deve operar nos dias de hoje.

DEUS EX MACHINA

A expressão latina deus ex machina (deus saído da máquina) - que dá origem ao título do livro -, faz referências às máquinas construídas para a representação dos deuses que chegam pelo ar vindos do Olimpo ou do Parnaso. Del Nero explica que os deuses chegam suspensos por elas para atender ao aplauso do público. Ao contrário da plateia atual, que bate palmas quando está satisfeita, o gregos clássicos aplaudiam quando o drama era insustentável e a ação sem saída, pedindo a intervenção de uma divindade. E a irrupção desta na cena, para parecer miraculosa, era realizada por meio de uma máquina (mechané). Esse equipamento era uma grua, como a que hoje se usa em filmagens.

“A deus ex machina – deus saído da máquina – fazia o deus aparecer nos céus e o carregava pelo ar para cima do theologeion, local reservado para os monólogos e diálogos dos deuses – uma plataforma alta de madeira ao longo de ou sobre a skene. A grua permitia também, por exemplo, que se depositasse as personagens de Ártemis ou Afrodite em partes do cenário como o telhado do palácio ou o do santuário. A maior evidência da existência dessas máquinas referidas por Pollux se encontra naquela paródia sobre Eurípides criada por Aristófanes. A deus ex machina era usada quase sempre no encerramento das peças de Eurípides e, em Medeia, é utilizada para o êxodo da protagonista”.

A publicação traz ainda uma composição ampla da história da cenografia com destaque para os momentos mais significativos. “Trato dos séculos de ouro do teatro grego, de Bizâncio, da Commedia dell’Arte, da Renascença, de suas festas, dos edifícios teatrais, dos elizabetanos, das aventuras individuais dos cenógrafos, de Sabattini, das famílias de cenógrafos, dos pintores cenógrafos, da marinha e dos museus da marinha em alguns países, da Ópera e da Broadway: e de uma infinidade de ilações que a cenografia tem me proporcionado, sem pejo de contar as minhas próprias peregrinações, como cenógrafo, pelos países e monumentos desses períodos da história”, comenta Cyro Del Nero.

A obra contém capítulos especiais que destacam a atividade de importantes nomes do teatro e da cenografia: Jacques Callot, Gordon Craig (1872-1966); Wieland Wagner (1917-1966), Norman Bel Geddes (1893-1958), Joseph Svoboda (1920-2002), Robert (Bob) Wilson (1941-), David Hockney (1937-) e Louis Jouvet (1887-1951).

O livro reúne um compêndio com informações para consulta com referências cronológicas de fatos históricos e linha do tempo do teatro, glossários de cenografia teatral, edificação teatral e elementos de produção dos teatros grego e romano, além de bibliografias completas sobre cenografia e indumentária teatral.

O autor discorre ainda sobre diversos aspectos que envolvem a atividade da cenografia: a relação com a arquitetura e outros meios; a equipe de produção, montagem e o cenógrafo como profissional: “Os cenógrafos são como donos, em algum grau, de diversas especialidades, mas nem pintores, nem escultores, nem arquitetos, nem decoradores, nem especialistas em espaços ou em cores, mas criadores de âmbito para os conflitos.”, observa o mestre e cenógrafo.

Nas palavras do ator e autor de teatro Juca de Oliveira – responsável pela apresentação do livro - não há como falar de forma concisa sobre Cyro Del Nero. “Ele é por demais amplo, denso, generoso, solidário, de projetos alucinantes que sempre acabam em triunfo, graças a seu descomunal talento, vocação e amor pela criação artística. Cidadão do mundo, artista plástico de rara erudição, viveu na Grécia junto às “máquinas e aos deuses”, que lhe confiaram a missão de semear cenários deslumbrantes pelo mundo afora. Não satisfeito, ainda se impôs – para sempre – a missão de mestre do palco, repartindo sua vocação entre várias instâncias acadêmicas. Cinco minutos de papo com Cyro e a vida volta de repente a ter sentido, mesmo quando as coisas em geral viraram cinza: é um dínamo movido”, observa Juca de Oliveira.

Para o professor Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC, Máquina para os Deuses extrapola o aprendizado técnico da cenografia ou mesmo de sua história. “Com ele, Cyro Del Nero, um dos nomes mais importantes da cenografia no mundo, nos leva para uma viagem em que somos transportados de lugares e tempos, por espaços e momentos, para lugares e épocas”.


FICHA TÉCNICA
TÍTULO – Máquina para os Deuses – anotações de um cenógrafo e o discurso da cenografia
AUTOR: Cyro Del Nero
Coedição Editora Senac São Paulo e Edições SESC SP
384 páginas
Preço de capa: R$ 60,00

LANÇAMENTO

DATA: 2 de setembro
Horário: 20 horas
Local: SESC Pinheiros - Endereço: Rua Paes Leme, 195
Telefone para informações: (11) 3095.9400 Informações: 0800 118220
ESTACIONAMENTO – COM MANOBRISTA – VAGAS LIMITADAS - Veículos, motos e bicicletas - Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h
Horários especiais para a programação do teatro. Informações sobre outras programações, ligue 0800 118220 - ou consulte o site: www.sescsp.org.br


Sobre O Autor - Cyro Del Nero

Cyro Del Nero é Professor Titular de Pós-Graduação em Cenografia e Indumentária Teatral da Pós-Graduação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. É responsável pela área de Arte da Antiguidade para a Interunidades da USP. É Professor de História da Moda na Univali de Santa Catarina e é Professor Convidado da Faculdade Santa Marcelina, SP. Nos anos 1960 foi com Lívio Rangan e Alceu Penna um dos criadores de Moda que trouxe a profissionalização ao setor no Brasil, criando, durante uma década, cenários para editoriais e auditórios para desfiles de moda na Fenit. Ainda na Fenit criou estandes e exposições durante quatro décadas. Recebeu o prêmio Melhor Cenógrafo Brasileiro na VI Bienal de Artes Plásticas de São Paulo. Fundador da TV Excelsior em 1960 e Cenógrafo do Teatro Brasileiro de Comédia durante dez anos, já trabalhou em Atenas, Berlim, Lyon, Sófia e para o Pavilhão Brasileiro na Feira de Osaka, no Japão e no Museu do Louvre, Paris. Sua erudição abrange o conhecimento e o ensino da História da Cenografia e da Indumentária Teatral, História do Teatro, História da Moda e da Cultura Helenística. Autor de obras sobre a Grécia clássica, Cenografia e História da Moda.



Sobre Edições SESC SP
As publicações das Edições SESC SP são pensadas e construídas em um longo processo de maturação e discussão, justamente por estarem envolvidas em projetos de largo alcance. Destacam-se aí as parcerias com outras instituições, tais como o governo, editoras e ONGs, ampliando os laços entre suas ações e a comunidade. Muitos desses trabalhos articulam-se em diversas mídias, para atender aos anseios de um público interessado em informações plurais que podem vir de diferentes recursos multimídia, integrando texto, áudio e vídeo. Seu projeto gráfico, muitas vezes arrojado e experimental, constitui-se também em um campo para a criação. Com o intuito de expandir seu campo de ação, atendendo a um público cada vez maior, o SESC SP programou o lançamento de cerca de 30 novos títulos para o ano de 2009, complementando o catálogo construído nos últimos anos e firmando-se cada vez mais como uma importante referência em publicações culturais no país. www.sescsp.org.br/loja

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A Editora Senac São Paulo nasceu há 14 anos e têm em seu currículo a marca de cinco milhões de livros vendidos. Lança, aproximadamente, 70 novos títulos por ano. Sua distribuição é nacional e atinge duas mil livrarias em todo o país, além de pontos de vendas alternativos, como supermercados e lojas. Com 889 livros em catálogo, conta com obras nas áreas de administração e negócios, audiovisual, arte e cultura, publicidade e propaganda, jornalismo, desenvolvimento social, design, empreendedorismo, gastronomia, idiomas, tecnologia, meio ambiente, moda, saúde, turismo, segurança no trabalho, desenvolvimento social, hotelaria, lazer e eventos. O acervo inclui também assuntos de importância nacional, como política, diplomacia, manifestações culturais, esporte e comportamento. Já conquistou prêmios importantes, como 11 Jabutis, quatro Clio de História e oito prêmios Fernando Pini de Excelência Gráfica, além de 35 Gourmand Cookbook Awards, a mais importante premiação literária mundial de gastronomia, tornando-se o selo editorial brasileiro com mais diplomas na área.

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